quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sete mil novos salões de beleza são abertos a cada mês no Brasil

Em um ano, setor teve crescimento de 43%.
Maioria dos donos desses salões são microempreendedores individuais.


A cada mês surgem no Brasil sete mil novos negócios na área de beleza, segundo levantamento do Sebrae. Em fevereiro de 2012, havia quase 185 mil salões. Em fevereiro deste ano, o número saltou para 265 mil, um crescimento de 43%.
A maioria desses estabelecimentos são salões pequenos, abertos por pessoas que formalizaram a situação como microempreendedores individuais.
O maior aumento neste setor ocorreu em Minas Gerais, com crescimento de 80,4%. Em segundo lugar está o Rio Grande do Sul, seguido de Santa Catarina. Em quarto lugar está o Distrito Federal, que tem quase seis mil estabelecimentos, dois mil a mais que no ano passado.
Esses microempreendedores individuais ganham até R$ 60 por ano. “Com o crescimento da renda, com o crescimento do emprego, serviços pessoais, serviços no setor de beleza passam por um boom no nosso país”, explica Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae.
Marie Lima trabalha há 22 anos na área e há dois resolveu abrir o próprio negócio. Ela formalizou a situação e montou o salão dentro de casa. O faturamento cresceu e agora vai passar de microempreendedora individual para microempresária. "Falta pouco. A gente só está esperando a parte burocrática ficar pronta agora", diz.
Para a  presidente do Sindicato dos Salões de Beleza do Distrito Federal, Elaine Furtado, a formalização é boa para o setor, mas ainda há muito funcionário sendo contratado irregularmente: "Eles contratam pessoas sem passar pelo sindicato, não assinam carteira. Se você quer crescer, se você quer montar um negócio, monte, mas trabalhe dentro da legalidade".
Fonte G1/Jornal Hoje

Somente nas escolas do Instituto Mix de Profissões (www.institutomix.com.br) você encontra materiais didáticos e profissionais qualificados por uma universidade corporativa, que garantem aos seus alunos amplo conhecimento e confiança no conteúdo apresentado nas salas de aula.

Conheça um dos módulos abordados em sala pelo curso de Cabeleireiro Profissional das escolas do Instituto Mix de Profissões. 

Módulo Administração de Salão

Aqui nosso aluno aprende noções básicas sobre como administrar um salão:

  • Controle de caixa;

  • Controle de Estoque;

  • Formas de contratação de funcionários;

  • Como Abrir seu salão;

  • Leis.




Ou se preferir, visite nosso site www.institutomix.com.br ou acesse nosso perfil no Facebook www.facebook.com/institutomixoficial

Sete mil novos salões de beleza são abertos a cada mês no Brasil

Em um ano, setor teve crescimento de 43%.
Maioria dos donos desses salões são microempreendedores individuais.


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A cada mês surgem no Brasil sete mil novos negócios na área de beleza, segundo levantamento do Sebrae. Em fevereiro de 2012, havia quase 185 mil salões. Em fevereiro deste ano, o número saltou para 265 mil, um crescimento de 43%.
A maioria desses estabelecimentos são salões pequenos, abertos por pessoas que formalizaram a situação como microempreendedores individuais.
O maior aumento neste setor ocorreu em Minas Gerais, com crescimento de 80,4%. Em segundo lugar está o Rio Grande do Sul, seguido de Santa Catarina. Em quarto lugar está o Distrito Federal, que tem quase seis mil estabelecimentos, dois mil a mais que no ano passado.
Esses microempreendedores individuais ganham até R$ 60 por ano. “Com o crescimento da renda, com o crescimento do emprego, serviços pessoais, serviços no setor de beleza passam por um boom no nosso país”, explica Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae.
Marie Lima trabalha há 22 anos na área e há dois resolveu abrir o próprio negócio. Ela formalizou a situação e montou o salão dentro de casa. O faturamento cresceu e agora vai passar de microempreendedora individual para microempresária. "Falta pouco. A gente só está esperando a parte burocrática ficar pronta agora", diz.
Para a  presidente do Sindicato dos Salões de Beleza do Distrito Federal, Elaine Furtado, a formalização é boa para o setor, mas ainda há muito funcionário sendo contratado irregularmente: "Eles contratam pessoas sem passar pelo sindicato, não assinam carteira. Se você quer crescer, se você quer montar um negócio, monte, mas trabalhe dentro da legalidade".
Fonte G1/Jornal Hoje

Somente nas escolas do Instituto Mix de Profissões (www.institutomix.com.br) você encontra materiais didáticos e profissionais qualificados por uma universidade corporativa, que garantem aos seus alunos amplo conhecimento e confiança no conteúdo apresentado nas salas de aula.

Conheça um dos módulos abordados em sala pelo curso de Cabeleireiro Profissional das escolas do Instituto Mix de Profissões. 

Módulo Administração de Salão

Aqui nosso aluno aprende noções básicas sobre como administrar um salão:

  • Controle de caixa;

  • Controle de Estoque;

  • Formas de contratação de funcionários;

  • Como Abrir seu salão;

  • Leis.




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domingo, 28 de julho de 2013

Motivação - Dinheiro motiva?

Motivação
Dinheiro motiva?

Recebemos, via internet, a frase: “Quando jovem achamos que dinheiro é tudo, quando velho temos certeza”. Ela serviu de gancho para reflexão de um dos mais complexos e polêmicos temas sobre comportamento humano: motivação financeira. As opiniões circulam velozmente entre os que acham que dinheiro não é tudo e os que estão convencidos que a parte mais sensível do corpo humano é, sem dúvida alguma, o bolso. O questionamento sobre motivação é de essencial importância, pois atinge todas atividades humanas, cenário de transações bilionárias e de campanhas humanitárias. 

Entre os estudiosos sobre motivação, destacamos o psicólogo Abraham Maslow, que fez história com sua célebre teoria da pirâmide das necessidades humanas. Na base estão as necessidades fisiológicas. Depois as de segurança, as sociais e, após essas, as de status e estima. No ápice, a auto-realização. De acordo com Maslow, “as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, repouso, abrigo. As necessidades de segurança constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo. As sociais incluem as necessidades de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, a troca de amizade, de afeto e amor. As necessidades de estima envolvem a auto-apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além do desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e de autonomia. As necessidades de auto-realização são as mais elevadas, de cada pessoa realizar o seu potencial e de auto-desenvolver-se continuadamente?”. 

Um mergulho nessa teoria nos permite visualizar a diversidade de estímulos motivacionais, inclusive financeiros, pois se o dinheiro não é o maior motivador para determinadas pessoas, a sua falta, ou a sua raridade, é uma das causas da exclusão social, chaga viva da humanidade. Serviços de educação e de saúde, alicerces da qualidade de vida, têm preços proibitivos para as pessoas de baixa renda, o que as impede de acompanhar a era do conhecimento, única fonte de riqueza das nações. Se sucesso é conseguir o que se almeja, felicidade é ficar satisfeito com o que se conquistou. Em todas as profissões encontramos registros de carreiras promissoras que foram interrompidas precocemente, não por falta de talento, mas por inabilidade entre o adequado uso dos ganhos, a administração do poder e o convívio com a fama. O equilíbrio entre essas variáveis, fatores da mesma equação, constitui o grande desafio a ser superado. 

Encantar os funcionários, para que sintam prazer e orgulho em trabalhar para a empresa, é muito mais complicado do que conquistar os clientes, pois o número de variáveis emocionais envolvidas é muito maior. O planejamento estratégico de recursos humanos pode transformar a motivação no ponto de convergência entre o interesse dos acionistas (o lucro), o sonho dos funcionários (realização profissional) e a satisfação total dos clientes e consumidores. O sistema de estímulos motivacionais de uma organização deve privilegiar oportunidades para uma carreira bem-sucedida, reconhecimento e valorização de múltiplas formas, inclusive em dinheiro, prática de competência técnica e de conduta ética dos dirigentes, gerenciamento de líder, não de chefe, transparência administrativa através de processo de comunicação interativa, cultura empreendedora e cidadã, conceito de liberdade focado no questionamento de idéias, não de pessoas e clima organizacional prazeroso. 

Além das excelentes condições de trabalho que a empresa possa oferecer, estamos convencidos de que a motivação é uma porta (com a chave pelo lado de dentro), cabendo a cada um de nós a iniciativa de abri-la.



Motivação - Dinheiro motiva?

Motivação
Dinheiro motiva?

Recebemos, via internet, a frase: “Quando jovem achamos que dinheiro é tudo, quando velho temos certeza”. Ela serviu de gancho para reflexão de um dos mais complexos e polêmicos temas sobre comportamento humano: motivação financeira. As opiniões circulam velozmente entre os que acham que dinheiro não é tudo e os que estão convencidos que a parte mais sensível do corpo humano é, sem dúvida alguma, o bolso. O questionamento sobre motivação é de essencial importância, pois atinge todas atividades humanas, cenário de transações bilionárias e de campanhas humanitárias. 

Entre os estudiosos sobre motivação, destacamos o psicólogo Abraham Maslow, que fez história com sua célebre teoria da pirâmide das necessidades humanas. Na base estão as necessidades fisiológicas. Depois as de segurança, as sociais e, após essas, as de status e estima. No ápice, a auto-realização. De acordo com Maslow, “as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, repouso, abrigo. As necessidades de segurança constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo. As sociais incluem as necessidades de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, a troca de amizade, de afeto e amor. As necessidades de estima envolvem a auto-apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além do desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e de autonomia. As necessidades de auto-realização são as mais elevadas, de cada pessoa realizar o seu potencial e de auto-desenvolver-se continuadamente?”. 

Um mergulho nessa teoria nos permite visualizar a diversidade de estímulos motivacionais, inclusive financeiros, pois se o dinheiro não é o maior motivador para determinadas pessoas, a sua falta, ou a sua raridade, é uma das causas da exclusão social, chaga viva da humanidade. Serviços de educação e de saúde, alicerces da qualidade de vida, têm preços proibitivos para as pessoas de baixa renda, o que as impede de acompanhar a era do conhecimento, única fonte de riqueza das nações. Se sucesso é conseguir o que se almeja, felicidade é ficar satisfeito com o que se conquistou. Em todas as profissões encontramos registros de carreiras promissoras que foram interrompidas precocemente, não por falta de talento, mas por inabilidade entre o adequado uso dos ganhos, a administração do poder e o convívio com a fama. O equilíbrio entre essas variáveis, fatores da mesma equação, constitui o grande desafio a ser superado. 

Encantar os funcionários, para que sintam prazer e orgulho em trabalhar para a empresa, é muito mais complicado do que conquistar os clientes, pois o número de variáveis emocionais envolvidas é muito maior. O planejamento estratégico de recursos humanos pode transformar a motivação no ponto de convergência entre o interesse dos acionistas (o lucro), o sonho dos funcionários (realização profissional) e a satisfação total dos clientes e consumidores. O sistema de estímulos motivacionais de uma organização deve privilegiar oportunidades para uma carreira bem-sucedida, reconhecimento e valorização de múltiplas formas, inclusive em dinheiro, prática de competência técnica e de conduta ética dos dirigentes, gerenciamento de líder, não de chefe, transparência administrativa através de processo de comunicação interativa, cultura empreendedora e cidadã, conceito de liberdade focado no questionamento de idéias, não de pessoas e clima organizacional prazeroso. 

Além das excelentes condições de trabalho que a empresa possa oferecer, estamos convencidos de que a motivação é uma porta (com a chave pelo lado de dentro), cabendo a cada um de nós a iniciativa de abri-la.



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Como entender a etiqueta de seu ambiente de trabalho

Fonte: Portal Você S/A

Uma das maiores dificuldades da nova geração de profissionais, dizem os RHs, é entender os códigos e as etiquetas do mundo corporativo. Saiba como não dar mais um fora.

Você está acostumado a frequentar aulas, lidar com professores, colegas de classe, estudar e fazer provas. De repente, o jogo muda. É preciso vestir roupas formais, pensar antes de dizer o que vem à cabeça, além de entender e atender a uma hierarquia composta de coordenadores, gerentes e chefes.

A chegada de um jovem ao mercado de trabalho é cheia de expectativas. A empresa quer ver logo o conhecimento e a criatividade do sangue novo. E o jovem tem ânsia de mostrar ao mundo a que veio.

Tanta ansiedade pode dificultar a leitura do ambiente de trabalho. Quando é a hora de pedir aumento? Como fazer sugestões para o chefe? Qual o momento certo de falar de uma promoção? Quando bate a dúvida e chega a insegurança, é preciso ter clareza sobre o que esperar da empresa e o que a companhia quer de você.

De acordo com a pesquisa Sonho Brasileiro, feita pela agência Box 1824 com jovens de 18 a 24 anos, 55% do público tem como maior sonho algo ligado ao trabalho. E 24% deles afirmam que seu maior objetivo de vida está relacionado à "profissão dos sonhos".

"Diante de tantos planos em torno do emprego, é esperado que num primeiro momento o jovem fique perdido e tenha dificuldade em lidar com o ambiente de trabalho", diz Danilca Galdini, sócia da Cia de Talentos.

Segundo a consultora, hoje essa "inadequação" é mais evidente por causa da educação que os jovens recebem.

"A geração anterior era treinada para entender ambientes. Quando uma criança aprontava, os pais olhavam feio e ela precisava sacar o que tinha feito. Agora, quando uma criança leva bronca, os pais explicam o porquê, eles ‘leem’ o ambiente por ela. A consequência é a dificuldade de entender sozinha o contexto de uma situação", diz.

Quando as dúvidas aparecem, o mais importante é não ter vergonha de perguntar. “Se tiver liberdade, fale com seu chefe. Senão, consulte o RH. Faça perguntas para entender como deve se vestir e como as pessoas da equipe se comunicam”, explica a consultora de carreira Vicky Bloch.

Ela ressalta que é essencial não entrar no mercado de trabalho só depois da faculdade: "Os estágios são importantes para aprender e começar a entender os códigos das empresas".

Copiar o comportamento de um colega de trabalho não é a melhor opção para quando bate a insegurança. "Isso pode inibir seu desenvolvimento, pois tolhe a própria sensibilidade. Para saber como agir é preciso ter um distanciamento das situações e se esforçar para analisar as posições de outras pessoas", diz Tiago Matheus, psicanalista e professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.

Ruan Bianco, de 23 anos, quase caiu nessa armadilha em um momento de insegurança. Ele é formado em farmácia pela Universidade de São Paulo, mas o gosto pela área de negócios levou-o ao setor de inteligência de mercado da Daiichi Sankyo, empresa japonesa do ramo farmacêutico.

"Eu não entendia muitas coisas que meus colegas, formados em administração, diziam. Fiquei perdido e não sabia me posicionar”, diz. Depois de procurar a orientação de um coach, Ruan reverteu o jogo. “Comecei a usar meu conhecimento técnico como diferencial. Quando coloquei isso a meu favor, me destaquei, consegui reconhecimento e acumulei outra função”, afirma Ruan, que é analista júnior de inteligência de mercado — e agora também de novos negócios.

“Você deve pensar que precisa ser aceito sem ser igual aos outros”, diz Vera Martins, consultora e professora da Fundação Vanzolini. “É preciso saber o que aproxima e o que afasta as pessoas. Quando você mostra respeito pelo cargo do outro, gera uma emoção positiva nessa pessoa. Resultado: a pessoa vai se sentir querida por você, o que facilitará as relações com ela.”

Dependendo da cultura da empresa, para mostrar que se respeita um profissional mais experiente, deve-se pedir permissão para dar uma nova ideia. Analise antes se a hora que escolheu é a melhor — você pode não ser aceito, por exemplo, se chegar com uma novidade num momento em que a pessoa está insegura ou, ainda, na frente dos outros.

Conversar com o chefe direto é uma via fundamental para resolver os problemas. Mas, antes de chegar até ele, ouvir a opinião de colegas pode ajudar a clarear as ideias. É estar disponível para aquele papo no cafezinho, por exemplo. Isso pode ser muito bom para conhecer o funcionamento de seu departamento, os códigos e até os tabus que há por ali.

O apoio da família também é importante. “Seus pais sempre terão algo a agregar sobre seus problemas, não importa qual a profissão deles”, diz Daniela de Rogatis, consultora na área de educação em família. “Estudar sobre o assunto de que se tem dúvida dá mais repertório. Muitos problemas são resolvidos entendendo a história da empresa em que trabalha. É fundamental respeitar as estruturas existentes”, diz Daniela.

Para trocar ideias e se relacionar com tranquilidade, é necessário ter muita clareza do que é possível dentro da empresa. Caso sua expectativa seja uma promoção, pare e pense: "Será que onde trabalho isso é possível?" Antes de conversar com o gestor, analise o momento pelo qual a companhia está passando, se há condições para que essa subida de cargo aconteça.

"Vá entender primeiro o que é esperado do cargo que você tem e se, dentro disso, há algo que ainda esteja faltando, para depois falar sobre a promoção", afirma Danilca.

QUER SABER MAIS SOBRE CURSOS PROFISSIONALIZANTES? ACESSE WWW.INSTITUTOMIX.COM.BR

Como entender a etiqueta de seu ambiente de trabalho

Fonte: Portal Você S/A

Uma das maiores dificuldades da nova geração de profissionais, dizem os RHs, é entender os códigos e as etiquetas do mundo corporativo. Saiba como não dar mais um fora.

Você está acostumado a frequentar aulas, lidar com professores, colegas de classe, estudar e fazer provas. De repente, o jogo muda. É preciso vestir roupas formais, pensar antes de dizer o que vem à cabeça, além de entender e atender a uma hierarquia composta de coordenadores, gerentes e chefes.

A chegada de um jovem ao mercado de trabalho é cheia de expectativas. A empresa quer ver logo o conhecimento e a criatividade do sangue novo. E o jovem tem ânsia de mostrar ao mundo a que veio.

Tanta ansiedade pode dificultar a leitura do ambiente de trabalho. Quando é a hora de pedir aumento? Como fazer sugestões para o chefe? Qual o momento certo de falar de uma promoção? Quando bate a dúvida e chega a insegurança, é preciso ter clareza sobre o que esperar da empresa e o que a companhia quer de você.

De acordo com a pesquisa Sonho Brasileiro, feita pela agência Box 1824 com jovens de 18 a 24 anos, 55% do público tem como maior sonho algo ligado ao trabalho. E 24% deles afirmam que seu maior objetivo de vida está relacionado à "profissão dos sonhos".

"Diante de tantos planos em torno do emprego, é esperado que num primeiro momento o jovem fique perdido e tenha dificuldade em lidar com o ambiente de trabalho", diz Danilca Galdini, sócia da Cia de Talentos.

Segundo a consultora, hoje essa "inadequação" é mais evidente por causa da educação que os jovens recebem.

"A geração anterior era treinada para entender ambientes. Quando uma criança aprontava, os pais olhavam feio e ela precisava sacar o que tinha feito. Agora, quando uma criança leva bronca, os pais explicam o porquê, eles ‘leem’ o ambiente por ela. A consequência é a dificuldade de entender sozinha o contexto de uma situação", diz.

Quando as dúvidas aparecem, o mais importante é não ter vergonha de perguntar. “Se tiver liberdade, fale com seu chefe. Senão, consulte o RH. Faça perguntas para entender como deve se vestir e como as pessoas da equipe se comunicam”, explica a consultora de carreira Vicky Bloch.

Ela ressalta que é essencial não entrar no mercado de trabalho só depois da faculdade: "Os estágios são importantes para aprender e começar a entender os códigos das empresas".

Copiar o comportamento de um colega de trabalho não é a melhor opção para quando bate a insegurança. "Isso pode inibir seu desenvolvimento, pois tolhe a própria sensibilidade. Para saber como agir é preciso ter um distanciamento das situações e se esforçar para analisar as posições de outras pessoas", diz Tiago Matheus, psicanalista e professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.

Ruan Bianco, de 23 anos, quase caiu nessa armadilha em um momento de insegurança. Ele é formado em farmácia pela Universidade de São Paulo, mas o gosto pela área de negócios levou-o ao setor de inteligência de mercado da Daiichi Sankyo, empresa japonesa do ramo farmacêutico.

"Eu não entendia muitas coisas que meus colegas, formados em administração, diziam. Fiquei perdido e não sabia me posicionar”, diz. Depois de procurar a orientação de um coach, Ruan reverteu o jogo. “Comecei a usar meu conhecimento técnico como diferencial. Quando coloquei isso a meu favor, me destaquei, consegui reconhecimento e acumulei outra função”, afirma Ruan, que é analista júnior de inteligência de mercado — e agora também de novos negócios.

“Você deve pensar que precisa ser aceito sem ser igual aos outros”, diz Vera Martins, consultora e professora da Fundação Vanzolini. “É preciso saber o que aproxima e o que afasta as pessoas. Quando você mostra respeito pelo cargo do outro, gera uma emoção positiva nessa pessoa. Resultado: a pessoa vai se sentir querida por você, o que facilitará as relações com ela.”

Dependendo da cultura da empresa, para mostrar que se respeita um profissional mais experiente, deve-se pedir permissão para dar uma nova ideia. Analise antes se a hora que escolheu é a melhor — você pode não ser aceito, por exemplo, se chegar com uma novidade num momento em que a pessoa está insegura ou, ainda, na frente dos outros.

Conversar com o chefe direto é uma via fundamental para resolver os problemas. Mas, antes de chegar até ele, ouvir a opinião de colegas pode ajudar a clarear as ideias. É estar disponível para aquele papo no cafezinho, por exemplo. Isso pode ser muito bom para conhecer o funcionamento de seu departamento, os códigos e até os tabus que há por ali.

O apoio da família também é importante. “Seus pais sempre terão algo a agregar sobre seus problemas, não importa qual a profissão deles”, diz Daniela de Rogatis, consultora na área de educação em família. “Estudar sobre o assunto de que se tem dúvida dá mais repertório. Muitos problemas são resolvidos entendendo a história da empresa em que trabalha. É fundamental respeitar as estruturas existentes”, diz Daniela.

Para trocar ideias e se relacionar com tranquilidade, é necessário ter muita clareza do que é possível dentro da empresa. Caso sua expectativa seja uma promoção, pare e pense: "Será que onde trabalho isso é possível?" Antes de conversar com o gestor, analise o momento pelo qual a companhia está passando, se há condições para que essa subida de cargo aconteça.

"Vá entender primeiro o que é esperado do cargo que você tem e se, dentro disso, há algo que ainda esteja faltando, para depois falar sobre a promoção", afirma Danilca.

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